quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"A cor de São Paulo não é cinza" (Mirna Machado)

 
Título do livro:   "SÃO PAULO - Palavras e Progresso".

Antologia Literária - Concurso

Litteris Editora
Bienal Internacional do Livro (São Paulo - agosto/2012)




Quando cheguei à São Paulo na década de 80, vindo de Esteio no Rio Grande do Sul, tive um espanto risonho tamanho eram os contrastes com a minha pequena cidade natal. Aos poucos, fui simpatizando com os paulistanos sempre tão apressados, tão sérios e desconfiados. Ainda meio perdida entre a agitação das pessoas, carros e a infinidade de semáforos, comecei a desbravar tudo que a maior metrópole da América do Sul tinha para oferecer: museus, exposições, cinemas com salas de todos os tipos; teatros com peças incríveis; shows diversos, inúmeros shoppings que recebem milhões de visitantes por mês, e, também, os incontáveis restaurantes e bares espalhados por todos os cantos e para todos os gostos. A Avenida Paulista, a mais visitada, iluminada e chique da região dessa "cidade que não dorme", por mais incrível que pareça, para morar é a preferida das pessoas de meia idade. Talvez, porque, em seus quase três quilômetros de extensão e imediações, sempre há alguém com quem dividir a solidão; alguém com quem contar, seja num namoro sutil ou numa conversa que vai do informal a questões da política contemporânea; do bom vinho ao chá; das receitas caseiras aos melhores especialistas dentro da medicina. São Paulo, a gigante do hemisfério sul, é diferente desde quando o avião começa a se preparar para o pouso em Congonhas até o momento do apagar a luz do quarto. É um lugar quase mágico, onde, em cada esquina há uma nova descoberta, um novo ponto de partida com suas muitas alternativas. Por falar em esquina, um fato pitoresco ocorrido há 10 anos, quando na famosa Ipiranga com a Avenida São João um casal de gays resolveu celebrar sua união em plena tarde de domingo, com direito a testemunhas, "padre" e convidados. Se, hoje, essas demonstrações de amor já são um problema desnecessário, imaginem há 10 anos? Mas, São Paulo é São Paulo. Na sua paisagem diária encontramos muitos contrastes, algumas esquisitices,... uma cidade multicolorida (às vezes,}: acinzentada por conta da baixa umidade do ar e da alta concentração de poluentes que atacam a saúde dos paulistanos). Aos 456 anos (completados em 25 de janeiro de 2012), São Paulo é uma cidade multifacetada, o que a torna interessante e, inexplicavelmente, aconchegante, apesar das opiniões contrárias. Mas, quem quer sossego deve procurar uma das muitas pacatas cidades do Estado. Roseira, por exemplo, com menos de 10 mil habitantes. Quem quer uma cidade bonita e com luxo vai para Campos do Jordão, onde, ainda hoje, há quem goste de desfilar no inverno seus abomináveis casacos de pele. Ou, ainda, para quem gosta de praia com mar de águas calmas e transparentes, procure a praia da Baleia, em São Sebastião. Entretanto, não há dúvida, para quem gosta de cultura, São Paulo é a melhor opção, com os melhores e mais diversos programas culturais. E, como nem tudo são flores, São Paulo precisa, em tempo integral, de um governo voltado para o interesse comum de seus cidadãos, e de gente capaz em criar meios para o bem estar de todos, principalmente, quanto à locomoção e à segurança, requesitos indispensáveis para a nota máxima (dez) dessa cidade do entretenimento, da gastronomia, do luxo e, por isso mesmo, líder em turismo urbano.


 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Órfãos na política  - 

Jornal O ESTADO DE S.PAULO

Fórum dos Leitores

22 de janeiro de 2013 | 2h 06


Felizmente, hoje "os apartidários são maioria no País". Ainda assim, há um lado negativo nessa realidade. Os brasileiros estão órfãos na política. Depois do PT, não há mais nenhum partido em que acreditar e nos políticos, menos ainda. Política virou profissão e o poder, obsessão. O que esperar, ou com quem contar, se a ideologia por um Brasil melhor, defendida anos atrás, foi pelo ralo, juntamente com a ética, a moral e os bons costumes, levando sem nenhum constrangimento os que se acreditava ímpares, sem nenhum envolvimento com o pior da escória da nossa política?

MIRNA MACHADO

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Vereadores - Revista Veja São Paulo

 21.set.2012


A reportagem de capa de VEJA SÃO PAULO (“Os sete pecados da Câmara”, 12 de setembro) não poderia ser mais precisa e oportuna. É um serviço de grande valia prestado aos eleitores paulistanos, e que muito ajudará na decisão daqueles que ainda não sabem ao certo em quem confiar o seu voto. Ao contrário da maioria dos trabalhadores brasileiros, os vereadores ganham muito para o pouco — ou nada — que fazem durante o mandato. Não têm o mínimo respeito com a população que paga seu polpudo salário e, a cada eleição, sem nenhum constrangimento, voltam ao seu reduto eleitoral para pedir votos. Lembrando uma frase do político e escritor inglês Philip Chesterfield, que bem define essa classe cada vez mais desprestigiada: “Os políticos não conhecem nem o ódio nem o amor. São conduzidos pelo interesse, e não pelo sentimento”.

MIRNA MACHADO

domingo, 26 de agosto de 2012

Diário de Guarulhos, 30 de maio de 2012.


“Dia da União Homoafetiva” Existem tantos outros dias comemorativos. Recentemente, a presidente Dilma sancionou uma lei que inclui no calendário oficial do Brasil o “Dia do Buda” (proposta do deputado federal William Woo, PPS-SP). Então, por que, não, o Dia da União Homoafetiva? União que já foi reconhecida até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal. Quem saiu ganhando com esse Projeto de Lei foi a vereadora Eneide Lima, pois, nesse mesmo jornal (DG, 26 e 27 de maio), onde se lê sobre a reportagem (aprovação de projeto que institui o Dia da União Homoafetiva em Guarulhos); pode-se ler também na página 12 outra reportagem (“7ª Parada Gay de Guarulhos”), que mostra o número expressivo de participantes (70 mil no ano passado e previsão de mais de 75 mil na Parada deste ano). Não adianta votar contra o projeto ou então ficar “em cima do muro” (quatro abstenções e dez vereadores sem participar do pleito). O presidente Obama, como última esperança de vencer a reeleição (e, em consequência, vencerá), levantou a “bandeira gay” para demonstrar que “todos são iguais” e que ele apoia os movimentos gays. Aqui, em Guarulhos, os vereadores querem negar o que já é explícito e transparente. Dizer que é cristão, me parece que política nada tem a ver com religião. Dizer que a “bíblia diz que isso está errado”, a bíblia diz tantas outras coisas: “não cobiçar as coisas dos outros”; “não roubar”; “não usar o nome de Deus em vão”,... Enfim. É incrível, em pleno século 21, ainda existe quem acredite que casal é formado por um homem e uma mulher; que Deus é contra o amor; e, que, homossexualidade é coisa do diabo e precisa ser exorcizada. Nobres vereadores, perderam a oportunidade de dividir 75 mil votos (vezes 4, igual a 300 mil votos), na próxima eleição de Guarulhos. Lamentar ou aplaudir. Penso que o tiro saiu pela culatra, porque, o mundo já se mostrou “renovado” nesse quesito, e Deus não pode estar preocupado com coisas tão pequenas, como relacionamento afetivo entre o mesmo sexo, enquanto, 925 milhões de pessoas no mundo (uma em cada sete), passam fome. Senhores, já passou da hora de acordar para a realidade do mundo atual.
Mirna Machado
Educação – Notícia – Veja>>>> ”Governo não negocia mais”.

Daria um bom filme, "Inversão dos papéis". Antes de ser governo, o Partido dos Trabalhadores (repetindo, "Partido dos Trabalhadores"), foi o maior incentivador das mais diversas greves. Agora, provando do próprio veneno, o discurso mudou. Ou, melhor ainda, ficou igual a todos os discursos de quem está no poder. Por isso, não se iludam, do "lado de lá" todos se parecem e as desculpas são sempre as mesmas, "não há verbas",  "o goveno não negocia com grevistas", e outras mais.  FHC, por exemplo, quando presidente da República, disse:  "pessoas que se aposentam com menos de 50 anos são vagabundos, que se locupletam de um país de pobres e miseráveis.", quando, ele próprio, aposentou-se aos 36 anos de idade. Antes de ser governo o PT dizia:  tem verba, sim, para dar aumentos aos professores, aos funcionários públicos, bancários, e outros mais, o que falta é "boa vontade", "é respeito pelo trabalhador".Hoje, o mesmo PT diz que "não há verbas" e n'ão negocia com grevistas". "Paroles", "paroles", "paroles". 

Mirna Machado
"O Canto da Sereia"    (Diário de Guarulhos, 10/8/2012).

Em “Alerta máximo” (“Opinião”, DG, 9 de agosto), uma realidade cada vez mais comum. O “canto da sereia” está levando os jovens para um caminho sem volta. É tanta pobreza, tanta miséria, que, parece, o crime virou uma questão de sobrevivência, muito mais do que “ter dinheiro fácil, objetos de desejo ou ‘status social’ nos círculos de amizade”. O que estão fazendo nossos governantes por essas crianças, além do marketing político? Não há incentivo e muito menos esperança para elas. São muito poucas as alternativas que compõe o imaginário dessa geração: ser jogador de futebol, ou, então, entrar para o crime. Os valores morais se perderam com o tempo; os princípios éticos fazem parte de uma utopia desvairada; e os conceitos, para se dar bem na vida estão repugnantemente impregnados de maus exemplos na sociedade dos tempos modernos. Sim, “é preciso evitar que a lógica econômica do crime prevaleça em Guarulhos”, prevaleça em São Paulo, no Brasil, no mundo. Para isso, não é preciso nenhuma mágica. É preciso boa vontade; de homens que enxerguem além de seu próprio umbigo.
Mirna Machado

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Caras e Bocas, escassez de personalidade.

Quanto mais o tempo passa mais difícil fica encontrar alguém autêntico. Há uma preocupação constante com um visual que possa impressionar, quando, o que mais chama atenção em alguém é a sua autenticidade. Não adianta fazer "caras e bocas", não adianta querer discutir um assunto do qual não entende nada. Ninguém é obrigado saber sobre tudo, nem estar de acordo com padrões ditados por quem tem interesses exclusivos ($$$$). O melhor é aprofundar-se num determinado assunto e saber um pouco dos mais diversos (para não ficar cansativo nas conversas informais). Para estar em evidência, vale tudo. Até ser usado pela "indústria do modernismo". Hoje, os modelos de carro mudam todos os anos; os maiôs; as bolsas (grande demais, pequena demais, média...); os sapatos e sandálias, enfim, tudo em nome do "vale tudo" para vender e vender aumentando o lucro de uma minoria enquanto a grande maioria vai se endividando sem se dar conta que está sendo manipulada com a falsa idéia de que só assim será vista com olhos de admiração. Personalidade própria; vontade própria; coragem para transgredir o politicamente correto, transgredir regras desnecessárias previamente (e sem nenhuma consulta) ditadas são alguns dos comportamentos que fazem a vida valer a pena; que fazem de você um ser livre, um não escravo de quem muitas vezes nada tem a ver com os seus pensamentos, com a sua maneira de sentir-se exuberante, independentemente do que possa pensar um ou outro seguidor das mais diversas tendências. O mundo está cheio de cópias mal feitas e carente de personalidades marcantes. Seja uma delas. Seja, com humildade, um Deus para você. Um vencedor sem armas. Alguém muito especial, sem modismos, sem precisar fazer caras e bocas para ser notado.
Mirna Machado - Guarulhos/SP

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bosque Maia - Mirna Machado no Diário de Guarulhos (publicado em 06/12/2011)

Bosque Maia.

A "Tribuna Livre" é, talvez, o único espaço na mídia guarulhense que dá voz ao cidadão. Aqui, é possível reclamar, criticar, elogiar, agradecer, enfim, um espaço livre onde se pode perceber um certo "termômetro" das satisfações e insatisfações dos cidadãos eleitores. Os políticos deveriam prestar mais atenção nas "entrelinhas" contidas nele. Não adianta só ficar dando ouvidos ao séquito de bajuladores, porque esses só têm elogios, na falta da capacidade para "enxergar além do horizonte". Recentemente, li nessa mesma coluna, o sr. Walter Caseli dizendo: "
Mirna Machado
o único parque que sobrevive em bom estado é o Bosque Maia, que é frequentado pela 'elite' e está no Centro". Não concordo e nem discordo quanto aos outros parques porque não conheço e não sei se estão abandonados pelo poder público. O que eu sei é que todas as cidades precisam de um "Cartão Postal", e, em Guarulhos, o Bosque Maia teve esse privilégio. É, realmente, dessa cidade não tão bonita, o lugar mais aprazível, mais simpático e belo (com destaque na Veja São Paulo). Importante, imponente e bem cuidado, considerado a reserva florestal purificadora do ar guarulhense. Por ele centenas fazem caminhadas diárias (inclusive eu) e vejo as mais diversas frequências. Gente da "elite" (como disse o missivista), gente simples, gente com grife, bem vestidas, e não bem vestidas, gente de todos os tipos, de todos os jeitos. Não há nenhuma exclusividade de frequentadores. Esse Bosque sempre será a menina dos olhos dos comandantes do Executivo. Todos querem deixar lá "uma marca". Uma marca para serem lembrados, ou para nunca serem esquecidos. Ainda assim, serão.

sábado, 26 de novembro de 2011

Mirna Machado - Revista Veja.Li, com surpresa (por vir a público) uma matéria na revista Veja (23.11.2011), intitulada "Como julgar um processo rapidamente". Ainda que modestamente, alguma coisa está sendo feita na tentativa de melhorar o andamento dos processos dessa nossa já tão desacreditada Justiça. A morosidade virou um caso tão comum, tão natural e contínuo que quase ninguém vê, ou, pensa numa mudança, quiça, numa mudança radical. Para piorar ainda mais, o cidadão comum não tem a quem recorrer para evitar tantas aberrações, tantas decepções. "Os processos no Brasil demoram até DEZ ANOS para ir a julgamento porque a Justiça no país é lenta e os juízes estão afogados de trabalho", diz a matéria.E, os simples mortais com isso? Somos culpados pela falta de juízes para atender a demanda judicial, cada vez maior? Não, não, não. O juiz federal Ali Mazloum da 7ª Vara precisou passar pela mesma angústia por que passam tantos cidadãos comuns (uma "espera que lhe deixou marcas"), para pensar e começar uma mudança. Diz-se por aí, "cabeça de juiz e bumbum de nenê, nunca se sabe....". Por isso, "aprimorar o filtro de recebimento dos processos", com os próprios juízes descartando denúncias que, na visão deles, "estão amparadas em provas frágeis, e, por tanto são derrubadas mais adiante" (não acredito que eu li isso), é algo bastante preocupante. Infelizmente, a ótica dos magistrados costuma ser, insuportavelmente, distinta, tornando a lei "apenas" um complemento a mais, e insignificante. Se assim é, imaginem um juiz separando denúncia que a ele parece causa perdida?! Já houve casos (e muitos) em que o mesmo pedido (para réus diferentes), com o mesmo advogado e entrada em Varas diferentes, em que, numa, o pedido foi Deferido, noutra, Indeferido. Como pode isso? O mesmo embasamento, mesmo amparo legal, mesmo advolgado, petição idêntica? Ah, sim, com juízes diferentes, e suas mais diversas interpretações da lei. Então, tá. Lex ora lex.

sábado, 12 de novembro de 2011

SHAKESPEARE

SHAKESPEARE.
Enfim, a máxima dos místicos de que a partir desse ano (2011) nada mais ficará oculto, prevalecendo sempre a verdade, está fazendo muita gente colocar as barbas de molho. Estão, até, dizendo que não foi William Shakespeare (1564-1616) o verdadeiro autor de tantas obras, indiscutivelmente, magníficas. E, por que, duvidar de estudos sobre esse assunto? Shakespeare, era um beberrão e semianalfabeto, como poderia, então, ter escrito peças monumentais e ambientadas na corte, um ambiente que ele jamais frequentou? E, assim, a verdadeira autoria das famosas obras-primas, foi atribuida ao poeta lírico Edward de Vere (1550-1604), décimo sétimo conde de Oxford, um nobre bem-educado, ao contrário do plebeu, venal e mulherengo William Shakespeare.

Mirna Machado

sábado, 15 de outubro de 2011

O sorriso, as palavras de amor e o elogio melhoram a criança.

"Todas as pessoas grandes foram um dia criança. Mas, poucas se lembram disso." (Exupéry).... Muitas crianças estão ficando órfãs de pais vivos. A mudança foi gradativa, poucos, entretanto, perceberam. A tão sonhada liberdade chegou, mas, a maioria não sabe o que fazer com ela. Os pais queixam-se que os filhos não os escutam; os filhos, queixam-se da mesma coisa. Os pais pensam que, por terem vivido mais, sabem mais que os filhos; os filhos acham que os pais não sabem nada ("estão por fora"). Talvez, se os pais procurassem lembrar mais do tempo em que foram crianças; das faltas e excessos de seus pais,... talvez, se procurassem não repetir os mesmos erros, as crianças, os adolescentes, os jovens de hoje não estariam tão "sem rumo", tão carentes. Presença. É isso que falta no mundo atual.
Mirna Machado

Amor quase perfeito.

Não existe um amor perfeito. Existe, sim, um amor ideal. Só não encontra quem não quer, quem se contenta com pouco, quem não acredita no seu dom de amar. Amar, não é só uma arte, é, também, um dom. Assim, como existe quem tem o dom de ouvir, o dom de falar, o dom de conquistar, existe quem tem o dom de amar. São poucos, é verdade, mas, existem. Estar com alguém que não sabe amar é pura perda de tempo, e, a vida passa muito rápida para perder tempo em tentativas frustradas, principalmente, com um sentimento tão sublime, tão importante em nossas vidas. Uma amiga vivia trocando de amor (e, pior, às vezes não trocava, ficava com mais de um) e ria-se de quem era fiel, debochava, até. Dizia que só os incapazes amavam apenas um de cada vez. Hoje, tantos anos depois, ela está sem ninguém. Não soube cultivar, não soube respeitar, não imaginava que fidelidade é parte de um relacionamento entre pessoas inteligentes, seguras, si ne qua non há amor que sobreviva. Amor, quando é Amor, tem que ser inteiro, de alma, corpo, pensamento.

Mirna Machado

CORRUPÇÃO


Nossas benevolentes leis só fazem fortalecer os crimes contra os cofres públicos. A corrupção não é o mal do século, mas, por certo, vem aumentando desenfreadamente nos últimos tempos. Quanto mais pobre o país, maior é a corrupção. Infelizmente, o Brasil está dentro dessa estatística. É como erva daninha proliferando por todos os cantos. A consequência, milhares e milhares de vidas perdidas. Faltam investimentos às necessidades mais básicas dos cidadãos, e, não é por falta de arrecadação de impostos, não!Porque, essa, segundo levantamento IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), que relaciona informações de 30 países com maior arrecadação tributária do mundo em relação ao retorno de benefícios à população, o Brasil, mesmo com a alta carga tributária que incide sobre rendimento, consumo e patrimônio do contribuinte, ocupa a última posição no ranking, atrás de países como Uruguai e Argentina. Os brasileiros precisam começar a entrar com ações contra o Estado, seja por morte de algum familiar em acidente nas estradas, ou, pelo péssimo atendimento em hospitais, ou, ainda, por morte pela falta de segurança, enfim, a maioria das mortes poderia ser evitada se houvesse mais responsabilidade com o dinheiro público. Público, sim senhores, e com um único e legítimo dono: o povo. Ao contrário do que acreditam alguns malfeitores.


Mirna Machado.

CORRUPÇÃO.

domingo, 9 de outubro de 2011

Contramão

Há quem acredite que não estar em sintonia com o pensamento da grande maioria é estar na contramão do politicamente correto. Não é bem assim. Cada um deve seguir o seu direito de ter pensamento individual. O coletivo pode dar a idéia de massa de manobra (pobreza política total). Quando acreditamos, primeiro, em nós mesmos, segundo, em nós mesmos, terceiro, em nós mesmos, estamos prontos para viver uma vida prazerosa, sem amarras, sem medos, sem culpas. O bulling, não existe só nas escolas. Ele está, se assim for permitido, no dia a dia de cada um. "Ah, você é feio";  "ah, você é gordo" ; "ah, você parece a Olivia Palito"; "você é isso", "você é aquilo". Dizem aqueles que despejam em outro todos os seus complexos, os seus fracassos, as suas derrotas. Ninguém tem que ser bonito, ou, tem que ser o que a regra dita. Regras, muitas vezes, criadas por pessoas sem qualquer qualificação, sem um mínimo de capacidade para diferenciar um camelo de um dromedário. Não se deixe levar pelo desequilíbrio dos homens. Você é, e demonstra, aquilo que você acredita. Pense nisso.