quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bosque Maia - Mirna Machado no Diário de Guarulhos (publicado em 06/12/2011)

Bosque Maia.

A "Tribuna Livre" é, talvez, o único espaço na mídia guarulhense que dá voz ao cidadão. Aqui, é possível reclamar, criticar, elogiar, agradecer, enfim, um espaço livre onde se pode perceber um certo "termômetro" das satisfações e insatisfações dos cidadãos eleitores. Os políticos deveriam prestar mais atenção nas "entrelinhas" contidas nele. Não adianta só ficar dando ouvidos ao séquito de bajuladores, porque esses só têm elogios, na falta da capacidade para "enxergar além do horizonte". Recentemente, li nessa mesma coluna, o sr. Walter Caseli dizendo: "
Mirna Machado
o único parque que sobrevive em bom estado é o Bosque Maia, que é frequentado pela 'elite' e está no Centro". Não concordo e nem discordo quanto aos outros parques porque não conheço e não sei se estão abandonados pelo poder público. O que eu sei é que todas as cidades precisam de um "Cartão Postal", e, em Guarulhos, o Bosque Maia teve esse privilégio. É, realmente, dessa cidade não tão bonita, o lugar mais aprazível, mais simpático e belo (com destaque na Veja São Paulo). Importante, imponente e bem cuidado, considerado a reserva florestal purificadora do ar guarulhense. Por ele centenas fazem caminhadas diárias (inclusive eu) e vejo as mais diversas frequências. Gente da "elite" (como disse o missivista), gente simples, gente com grife, bem vestidas, e não bem vestidas, gente de todos os tipos, de todos os jeitos. Não há nenhuma exclusividade de frequentadores. Esse Bosque sempre será a menina dos olhos dos comandantes do Executivo. Todos querem deixar lá "uma marca". Uma marca para serem lembrados, ou para nunca serem esquecidos. Ainda assim, serão.

sábado, 26 de novembro de 2011

Mirna Machado - Revista Veja.Li, com surpresa (por vir a público) uma matéria na revista Veja (23.11.2011), intitulada "Como julgar um processo rapidamente". Ainda que modestamente, alguma coisa está sendo feita na tentativa de melhorar o andamento dos processos dessa nossa já tão desacreditada Justiça. A morosidade virou um caso tão comum, tão natural e contínuo que quase ninguém vê, ou, pensa numa mudança, quiça, numa mudança radical. Para piorar ainda mais, o cidadão comum não tem a quem recorrer para evitar tantas aberrações, tantas decepções. "Os processos no Brasil demoram até DEZ ANOS para ir a julgamento porque a Justiça no país é lenta e os juízes estão afogados de trabalho", diz a matéria.E, os simples mortais com isso? Somos culpados pela falta de juízes para atender a demanda judicial, cada vez maior? Não, não, não. O juiz federal Ali Mazloum da 7ª Vara precisou passar pela mesma angústia por que passam tantos cidadãos comuns (uma "espera que lhe deixou marcas"), para pensar e começar uma mudança. Diz-se por aí, "cabeça de juiz e bumbum de nenê, nunca se sabe....". Por isso, "aprimorar o filtro de recebimento dos processos", com os próprios juízes descartando denúncias que, na visão deles, "estão amparadas em provas frágeis, e, por tanto são derrubadas mais adiante" (não acredito que eu li isso), é algo bastante preocupante. Infelizmente, a ótica dos magistrados costuma ser, insuportavelmente, distinta, tornando a lei "apenas" um complemento a mais, e insignificante. Se assim é, imaginem um juiz separando denúncia que a ele parece causa perdida?! Já houve casos (e muitos) em que o mesmo pedido (para réus diferentes), com o mesmo advogado e entrada em Varas diferentes, em que, numa, o pedido foi Deferido, noutra, Indeferido. Como pode isso? O mesmo embasamento, mesmo amparo legal, mesmo advolgado, petição idêntica? Ah, sim, com juízes diferentes, e suas mais diversas interpretações da lei. Então, tá. Lex ora lex.

sábado, 12 de novembro de 2011

SHAKESPEARE

SHAKESPEARE.
Enfim, a máxima dos místicos de que a partir desse ano (2011) nada mais ficará oculto, prevalecendo sempre a verdade, está fazendo muita gente colocar as barbas de molho. Estão, até, dizendo que não foi William Shakespeare (1564-1616) o verdadeiro autor de tantas obras, indiscutivelmente, magníficas. E, por que, duvidar de estudos sobre esse assunto? Shakespeare, era um beberrão e semianalfabeto, como poderia, então, ter escrito peças monumentais e ambientadas na corte, um ambiente que ele jamais frequentou? E, assim, a verdadeira autoria das famosas obras-primas, foi atribuida ao poeta lírico Edward de Vere (1550-1604), décimo sétimo conde de Oxford, um nobre bem-educado, ao contrário do plebeu, venal e mulherengo William Shakespeare.

Mirna Machado

sábado, 15 de outubro de 2011

O sorriso, as palavras de amor e o elogio melhoram a criança.

"Todas as pessoas grandes foram um dia criança. Mas, poucas se lembram disso." (Exupéry).... Muitas crianças estão ficando órfãs de pais vivos. A mudança foi gradativa, poucos, entretanto, perceberam. A tão sonhada liberdade chegou, mas, a maioria não sabe o que fazer com ela. Os pais queixam-se que os filhos não os escutam; os filhos, queixam-se da mesma coisa. Os pais pensam que, por terem vivido mais, sabem mais que os filhos; os filhos acham que os pais não sabem nada ("estão por fora"). Talvez, se os pais procurassem lembrar mais do tempo em que foram crianças; das faltas e excessos de seus pais,... talvez, se procurassem não repetir os mesmos erros, as crianças, os adolescentes, os jovens de hoje não estariam tão "sem rumo", tão carentes. Presença. É isso que falta no mundo atual.
Mirna Machado

Amor quase perfeito.

Não existe um amor perfeito. Existe, sim, um amor ideal. Só não encontra quem não quer, quem se contenta com pouco, quem não acredita no seu dom de amar. Amar, não é só uma arte, é, também, um dom. Assim, como existe quem tem o dom de ouvir, o dom de falar, o dom de conquistar, existe quem tem o dom de amar. São poucos, é verdade, mas, existem. Estar com alguém que não sabe amar é pura perda de tempo, e, a vida passa muito rápida para perder tempo em tentativas frustradas, principalmente, com um sentimento tão sublime, tão importante em nossas vidas. Uma amiga vivia trocando de amor (e, pior, às vezes não trocava, ficava com mais de um) e ria-se de quem era fiel, debochava, até. Dizia que só os incapazes amavam apenas um de cada vez. Hoje, tantos anos depois, ela está sem ninguém. Não soube cultivar, não soube respeitar, não imaginava que fidelidade é parte de um relacionamento entre pessoas inteligentes, seguras, si ne qua non há amor que sobreviva. Amor, quando é Amor, tem que ser inteiro, de alma, corpo, pensamento.

Mirna Machado

CORRUPÇÃO


Nossas benevolentes leis só fazem fortalecer os crimes contra os cofres públicos. A corrupção não é o mal do século, mas, por certo, vem aumentando desenfreadamente nos últimos tempos. Quanto mais pobre o país, maior é a corrupção. Infelizmente, o Brasil está dentro dessa estatística. É como erva daninha proliferando por todos os cantos. A consequência, milhares e milhares de vidas perdidas. Faltam investimentos às necessidades mais básicas dos cidadãos, e, não é por falta de arrecadação de impostos, não!Porque, essa, segundo levantamento IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), que relaciona informações de 30 países com maior arrecadação tributária do mundo em relação ao retorno de benefícios à população, o Brasil, mesmo com a alta carga tributária que incide sobre rendimento, consumo e patrimônio do contribuinte, ocupa a última posição no ranking, atrás de países como Uruguai e Argentina. Os brasileiros precisam começar a entrar com ações contra o Estado, seja por morte de algum familiar em acidente nas estradas, ou, pelo péssimo atendimento em hospitais, ou, ainda, por morte pela falta de segurança, enfim, a maioria das mortes poderia ser evitada se houvesse mais responsabilidade com o dinheiro público. Público, sim senhores, e com um único e legítimo dono: o povo. Ao contrário do que acreditam alguns malfeitores.


Mirna Machado.

CORRUPÇÃO.

domingo, 9 de outubro de 2011

Contramão

Há quem acredite que não estar em sintonia com o pensamento da grande maioria é estar na contramão do politicamente correto. Não é bem assim. Cada um deve seguir o seu direito de ter pensamento individual. O coletivo pode dar a idéia de massa de manobra (pobreza política total). Quando acreditamos, primeiro, em nós mesmos, segundo, em nós mesmos, terceiro, em nós mesmos, estamos prontos para viver uma vida prazerosa, sem amarras, sem medos, sem culpas. O bulling, não existe só nas escolas. Ele está, se assim for permitido, no dia a dia de cada um. "Ah, você é feio";  "ah, você é gordo" ; "ah, você parece a Olivia Palito"; "você é isso", "você é aquilo". Dizem aqueles que despejam em outro todos os seus complexos, os seus fracassos, as suas derrotas. Ninguém tem que ser bonito, ou, tem que ser o que a regra dita. Regras, muitas vezes, criadas por pessoas sem qualquer qualificação, sem um mínimo de capacidade para diferenciar um camelo de um dromedário. Não se deixe levar pelo desequilíbrio dos homens. Você é, e demonstra, aquilo que você acredita. Pense nisso.