Diário de Guarulhos, 30 de maio de 2012.
“Dia da União Homoafetiva” Existem tantos outros dias comemorativos. Recentemente, a presidente Dilma sancionou uma lei que inclui no calendário oficial do Brasil o “Dia do Buda” (proposta do deputado federal William Woo, PPS-SP). Então, por que, não, o Dia da União Homoafetiva? União que já foi reconhecida até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal. Quem saiu ganhando com esse Projeto de Lei foi a vereadora Eneide Lima, pois, nesse mesmo jornal (DG, 26 e 27 de maio), onde se lê sobre a reportagem (aprovação de projeto que institui o Dia da União Homoafetiva em Guarulhos); pode-se ler também na página 12 outra reportagem (“7ª Parada Gay de Guarulhos”), que mostra o número expressivo de participantes (70 mil no ano passado e previsão de mais de 75 mil na Parada deste ano). Não adianta votar contra o projeto ou então ficar “em cima do muro” (quatro abstenções e dez vereadores sem participar do pleito). O presidente Obama, como última esperança de vencer a reeleição (e, em consequência, vencerá), levantou a “bandeira gay” para demonstrar que “todos são iguais” e que ele apoia os movimentos gays. Aqui, em Guarulhos, os vereadores querem negar o que já é explícito e transparente. Dizer que é cristão, me parece que política nada tem a ver com religião. Dizer que a “bíblia diz que isso está errado”, a bíblia diz tantas outras coisas: “não cobiçar as coisas dos outros”; “não roubar”; “não usar o nome de Deus em vão”,... Enfim. É incrível, em pleno século 21, ainda existe quem acredite que casal é formado por um homem e uma mulher; que Deus é contra o amor; e, que, homossexualidade é coisa do diabo e precisa ser exorcizada. Nobres vereadores, perderam a oportunidade de dividir 75 mil votos (vezes 4, igual a 300 mil votos), na próxima eleição de Guarulhos. Lamentar ou aplaudir. Penso que o tiro saiu pela culatra, porque, o mundo já se mostrou “renovado” nesse quesito, e Deus não pode estar preocupado com coisas tão pequenas, como relacionamento afetivo entre o mesmo sexo, enquanto, 925 milhões de pessoas no mundo (uma em cada sete), passam fome. Senhores, já passou da hora de acordar para a realidade do mundo atual.
Mirna Machado
domingo, 26 de agosto de 2012
Educação – Notícia – Veja>>>> ”Governo não negocia mais”.
Daria um bom filme, "Inversão dos papéis". Antes de ser governo, o Partido dos Trabalhadores (repetindo, "Partido dos Trabalhadores"), foi o maior incentivador das mais diversas greves. Agora, provando do próprio veneno, o discurso mudou. Ou, melhor ainda, ficou igual a todos os discursos de quem está no poder. Por isso, não se iludam, do "lado de lá" todos se parecem e as desculpas são sempre as mesmas, "não há verbas", "o goveno não negocia com grevistas", e outras mais. FHC, por exemplo, quando presidente da República, disse: "pessoas que se aposentam com menos de 50 anos são vagabundos, que se locupletam de um país de pobres e miseráveis.", quando, ele próprio, aposentou-se aos 36 anos de idade. Antes de ser governo o PT dizia: tem verba, sim, para dar aumentos aos professores, aos funcionários públicos, bancários, e outros mais, o que falta é "boa vontade", "é respeito pelo trabalhador".Hoje, o mesmo PT diz que "não há verbas" e n'ão negocia com grevistas". "Paroles", "paroles", "paroles".
Mirna Machado
"O Canto da Sereia" (Diário de Guarulhos, 10/8/2012).
Em “Alerta máximo” (“Opinião”, DG, 9 de agosto), uma realidade cada vez mais comum. O “canto da sereia” está levando os jovens para um caminho sem volta. É tanta pobreza, tanta miséria, que, parece, o crime virou uma questão de sobrevivência, muito mais do que “ter dinheiro fácil, objetos de desejo ou ‘status social’ nos círculos de amizade”. O que estão fazendo nossos governantes por essas crianças, além do marketing político? Não há incentivo e muito menos esperança para elas. São muito poucas as alternativas que compõe o imaginário dessa geração: ser jogador de futebol, ou, então, entrar para o crime. Os valores morais se perderam com o tempo; os princípios éticos fazem parte de uma utopia desvairada; e os conceitos, para se dar bem na vida estão repugnantemente impregnados de maus exemplos na sociedade dos tempos modernos. Sim, “é preciso evitar que a lógica econômica do crime prevaleça em Guarulhos”, prevaleça em São Paulo, no Brasil, no mundo. Para isso, não é preciso nenhuma mágica. É preciso boa vontade; de homens que enxerguem além de seu próprio umbigo.
Mirna Machado
Em “Alerta máximo” (“Opinião”, DG, 9 de agosto), uma realidade cada vez mais comum. O “canto da sereia” está levando os jovens para um caminho sem volta. É tanta pobreza, tanta miséria, que, parece, o crime virou uma questão de sobrevivência, muito mais do que “ter dinheiro fácil, objetos de desejo ou ‘status social’ nos círculos de amizade”. O que estão fazendo nossos governantes por essas crianças, além do marketing político? Não há incentivo e muito menos esperança para elas. São muito poucas as alternativas que compõe o imaginário dessa geração: ser jogador de futebol, ou, então, entrar para o crime. Os valores morais se perderam com o tempo; os princípios éticos fazem parte de uma utopia desvairada; e os conceitos, para se dar bem na vida estão repugnantemente impregnados de maus exemplos na sociedade dos tempos modernos. Sim, “é preciso evitar que a lógica econômica do crime prevaleça em Guarulhos”, prevaleça em São Paulo, no Brasil, no mundo. Para isso, não é preciso nenhuma mágica. É preciso boa vontade; de homens que enxerguem além de seu próprio umbigo.
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